Marca-se com o número 12
da
Ficções uma nova etapa
na vida da revista - a mudança para a
Editorial
Caminho e a colaboração com
esta editora.
A
Ficções número
12 inclui o conto de
Heinrich von Kleist,
O Órfão,
em tradução de José Maria
Vieira Mendes. No original
Der Flinding,
é mais uma instância privilegiada
da concepção literária e
filosófica de Kleist. De
Gérard
de Nerval, em tradução
de João Nuno Martins, voltamos a publicar
Pandora, que na última
edição da revista, saiu, por lapso,
truncada. Leonor Nazaré traduziu
Histoires
Brisées, de
Paul
Valéry, textos avulsos, projectos,
pequenos contos que a Gallimard publicou em 1950.
Robinson é um
desses fragmentos, projecto literário sem
forma, ou talvez o princípio do tal «romance
cerebral» que Gaston Gallimard lhe pedira.
Heinz von Lichberg, jornalista
e propagandista nazi, teria permanecido no justo
esquecimento se o ensaísta e académico
Michael Maar não tivesse, no ano passado,
desenterrado esta sua
Lolita
e elaborado um texto sobre a possível
criptomnésia
de Nabokov, dando azo a larga controvérsia.
Incluímos o texto de Lichberg, em tradução
de Marília Mendes, para que o leitor possa
ajuizar das diferenças. Escritor presencista,
conhecido sobretudo como o autor da novela
O
Barão,
Branquinho
da Fonseca foi poeta
e dramaturgo, mas sobretudo contista. Dele incluímos
O Involuntário,
da colecção
Rio Turvo.
A Oficina Ficções de Tradução
Literária de 2004-2005 traduziu
O Mundo das Maçãs,
de
John Cheever. Luísa
Costa Gomes traduziu
Matéria
Bruta, um conto do último
livro de
A. S. Byatt, paródia
complexa sobre o estranho mundo das oficinas de
Escrita Criativa.